O trabalho com a oralidade em sala de aula
DOI:
https://doi.org/10.5281/zenodo.15634870Palavras-chave:
Ensino-aprendizagem, Gêneros orais, Metodologia.Resumo
Este artigo discute a relevância do trabalho com a oralidade em sala de aula, destacando a necessidade de sua valorização e inserção no processo de ensino-aprendizagem como ferramenta essencial para o desenvolvimento integral dos estudantes. A oralidade, frequentemente negligenciada no contexto escolar, desempenha um papel crucial na construção das competências comunicativas e no fortalecimento da identidade cultural dos alunos. Baseando-se nos referenciais teóricos de Kleiman (2005), Mendonça (2009), Lerner (2002) e Bentes (2010), são analisadas estratégias e práticas pedagógicas que promovem a expressão oral como competência essencial para o desenvolvimento integral dos estudantes. Bentes (2010) argumenta que a oralidade não se limita aos aspectos linguísticos, mas também abrange gestualidade, entonação e outros elementos não verbais que contribuem para a expressão e compreensão. Por sua vez, Kleiman (2005) reforça a necessidade de superar o ensino mecânico de leitura e escrita, adotando uma abordagem mais ampla que contemple diferentes formas de comunicação. Mendonça (2009) destaca a integração dos gêneros textuais orais e escritos como fundamental para uma educação contextualizada e significativa. A pesquisa também propõe reflexões sobre o planejamento educacional e a escolha de metodologias que valorizem a oralidade como parte integrante do currículo escolar. A adoção de práticas inovadoras pode contribuir para superar os desafios encontrados no ensino da expressão oral, promovendo a participação ativa dos estudantes e preparando-os para situações formais e informais de comunicação. Dessa forma, o trabalho com a oralidade não apenas enriquece o processo educativo, mas também forma cidadãos mais conscientes e preparados para interagir na sociedade.
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Referências
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