El Mercado Editorial y la Política de Aprobación de Libros de Texto en São Paulo - Brasil (1911 a 1937)
DOI:
https://doi.org/10.5281/zenodo.18087155Palabras clave:
Mercado Editorial; Libro de Texto; Políticas Educativas.Resumen
Este artigo analisa a configuração do mercado editorial de livros didáticos no Estado de São Paulo entre 1911 e 1937. Investiga a relação intrínseca estabelecida entre as estratégias comerciais das grandes editoras e as políticas públicas de controle e aprovação de livros didáticos. Fundamentada nos princípios teóricos e metodológicos da História da Cultura e na análise sistemática de fontes primárias — especificamente os Anuários de Ensino e os relatórios das Comissões de Revisão —, a pesquisa problematiza a suposta neutralidade do livro didático. O livro didático é compreendido simultaneamente como artefato cultural e mercadoria permeada por disputas ideológicas. O estudo demonstra a consolidação de um oligopólio educacional, no qual editoras hegemônicas, como Mejoramentos e Francisco Alves, dominavam o mercado contratando autores que ocupavam posições estratégicas na burocracia estatal. Os resultados indicam que as demandas governamentais por materiais "higienicamente" adequados, alinhados patrioticamente aos ideais da identidade "paulista" e do nacionalismo, moldaram o perfil das obras. Além disso, o estudo conclui que o processo de aprovação constituiu um mecanismo de poder que assegurou a circulação de narrativas favoráveis às elites regionais, transformando a sala de aula em um espaço de consumo direcionado.
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